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Ilha de Malta

jun 17, 2020

Malta é um país e arquipélago no Mar Mediterrâneo, localizado entre ao sul da europa e o norte da África. Possui uma história riquíssima e fez parte dos governos fenícios, cartagineses, romanos e árabes, estabelecendo uma civilização megalítica que construiu alguns dos templos mais antigos do mundo, como os de Ġgantija, Hagar Qim e Mnajdra.

Malta foi influenciada por diversas potências ao longo dos séculos. Perceptível a qualquer um que ouve os malteses conversando. Me impressionou a mistura de quatro ou mais idiomas nos sotaques e na gastronomia. Para um amante de história, senti um grato e raro privilégio de caminhar em todos os cantos de Malta.

Para não apresentar dados dos quais desconheço, apresentarei um resumo a partir dos povos fenícios, que a ocuparam no primeiro milênio A.C., seguidos pelos cartagineses, romanos, bizantinos, árabes, normandos e pela Coroa de Aragão. Já no século XVI, a Ordem dos Cavaleiros de São João transformou Malta em uma fortaleza cristã contra os otomanos. Em 1565, ocorreu o Grande Cerco de Malta, quando os Cavaleiros, liderados por Jean Parisot de La Valette, repeliram um massivo ataque turco. Como reconhecimento, os cavaleiros fundaram Valeta, a nova capital fortificada.

Durante o domínio francês (1798-1800), Napoleão Bonaparte invadiu Malta, mas foi rapidamente expulso pelos britânicos, que governaram a ilha até 1964, quando Malta se tornou independente. Durante a Segunda Guerra Mundial, Malta foi um ponto estratégico e sofreu intensos bombardeios. Como reconhecimento por sua resiliência, recebeu a George Cross, condecoração britânica que até hoje está presente na bandeira nacional.

Valeta: Arquitetura, Idiomas e Influências

Valeta, a capital de Malta, é um verdadeiro museu a céu aberto, considerada Patrimônio Mundial da UNESCO. Sua arquitetura reflete influências barrocas, renascentistas e neoclássicas, com edifícios construídos a partir do calcário dourado típico da região. Entre os destaques arquitetônicos estão a Co-Catedral de São João, com pinturas de Caravaggio, o Grandmaster’s Palace e o Fort St. Elmo, que desempenhou um papel vital durante o Grande Cerco de 1565. Eu amei as cores das paredes, que em sua maioria, feitas de pedras calcárias.

Os idiomas oficiais de Malta são o maltês e o inglês. O maltês tem forte influência árabe, mas também incorpora elementos italianos e ingleses. O bilinguismo é comum, facilitando a comunicação com turistas.

Mdina e Rabat

Medina (Mdina), a “Cidade Silenciosa”, foi a antiga capital de Malta e preserva sua atmosfera medieval. Suas ruelas estreitas, palácios e igrejas barrocas transportam os visitantes para séculos passados. Ela também foi escolhida como cenário para diversos filmes e séries, como Games of Thrones e O Conde de Monte Cristo. Eu adorei conhecê-la!

A Catedral de São Paulo, situada no coração da cidade, é um dos pontos altos da visita.

As catacumbas do Apóstolo São Paulo, localizadas em Rabat (próximo a Medina), são um conjunto subterrâneo de túneles e sepulturas utilizadas pelos primeiros cristãos como locais de enterro e culto. Acredita-se que o apóstolo Paulo tenha passado algum tempo em Malta após um naufrágio relatado na Bíblia, convertendo os habitantes ao cristianismo.

Dicas de Transporte em Malta

O transporte público em Malta é baseado em ônibus, sendo uma opção econômica para se locomover. O bilhete único custa cerca de €2 no verão e €1,50 no inverno, com validade de duas horas. Para quem pretende explorar toda a ilha, vale a pena adquirir um Tallinja Card, que oferece viagens ilimitadas por um preço fixo.

Para ir a Gozo e Comino, a melhor opção é o ferry. O ferry para Gozo parte de Cirkewwa e custa cerca de €4,65 ida e volta. Para a Blue Lagoon (Comino), barcos saem de Cirkewwa e Sliema, custando entre €10 e €25, dependendo da temporada e da empresa. (Preço revisado em setembro de 2024).

Onde Comer em Sliema: Melhores Preços e Opções

Sliema é um dos principais centros urbanos de Malta, repleto de restaurantes para todos os gostos e orçamentos na orla, alguns, em beira-mar. Adorei caminhar nesta região! Aqui estão algumas opções com bons preços:

  1. Ta’ Kris – Restaurante maltês tradicional, localizado em um antigo forno de padaria. Serve pratos como o coelho maltês e massas caseiras a preços acessíveis.
  2. Mint – Café casual com opções saudáveis e preços justos, ideal para almoços leves e sucos naturais.
  3. Il-Merill – Pequeno restaurante familiar com autêntica culinária maltesa.
  4. The Black Sheep – Pub moderno com opções variadas, incluindo hambúrgueres e frutos do mar.
  5. Giorgio’s – Cafeteria clássica em frente ao mar, ótima para um café da manhã ou lanche com vistas para Valletta.

Comino e Gozo: Beleza Natural e História

Além da ilha principal de Malta, o arquipélago inclui outras duas ilhas habitadas: Comino e Gozo.

Comino é uma pequena ilha quase desabitada, famosa por sua impressionante Blue Lagoon, uma lagoa de águas cristalinas azul-turquesa que atrai milhares de turistas. Comino é um destino ideal para quem busca relaxamento, mergulho e snorkeling. A ilha tem poucas infraestruturas, sendo um verdadeiro refúgio natural.

Gozo é a segunda maior ilha do arquipélago e tem uma atmosfera mais tranquila e rural do que Malta. Suas paisagens incluem colinas verdejantes, vilarejos pitorescos e monumentos históricos. Entre os destaques estão a Cidadela de Victoria, as ruínas do templo de Ġgantija (mais antigo que as pirâmides do Egito) e a Baía de Dwejra, onde ficava a icônica Janela Azul, uma formação rochosa que desabou em 2017. Gozo também é um destino popular para mergulho, com diversos pontos subaquáticos fascinantes.

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